segunda-feira, 25 de julho de 2016

Entrevista: LIU POETISA – Um novo olhar poético sobre o mundo

Liu Poetisa

Liu Poetisa, nome artístico de Nileildes Rodrigues, uma das revelações da poesia nas redes sociais. Dona uma vasta produção literária, atualmente está às portas de realizar o seu sonho: publicar seu primeiro livro.

Através da editora JHS Publicações está tendo acesso às formas de publicação disponíveis para os novos autores.

ENTREVISTA

1. Como foi seu primeiro contato com a poesia? Quando ela surgiu em sua vida?

A poesia surgiu em minha vida aos 11 anos de idade, quando dei por mim estava fazendo meus primeiros versos!

2. Por que escrever versos e não prosa?

Na verdade eu escrevo de tudo! Verso, prosa, repente, paródia e etc...

3. E sobre a leitura de outros autores, quais escritores/poetas mais influenciaram para escrever seus textos?

Pablo Neruda, Carlos Drummond de Andrade entre outros...

4. Você tem alguma técnica ou processo para escrever seus poemas? Qual a fonte de inspiração?

Minha fonte de inspiração é o mundo ao redor mesmo,de tudo tiro algo e transformo em poesia!

5. Quais as dificuldades encontradas para a divulgação e publicação de seus trabalhos?

Nenhuma! Creio que um pouco falta de interesse meu mesmo de correr atrás do meu sonho!

6. Como você ver a cultura em Japaratuba? Como fazer a produção e a publicação deslanchar?

Acho que a cultura é bem expansiva e que existe muitos artistas bons que só precisam de um empurrãozinho pra atingir o foco!

7. Como você avalia a produção poética no Brasil Contemporâneo? Há bons autores nos dias de hoje? Quem citaria como revelação?

Creio que a produção poética está ótima!

8. Quais são seus projetos na área literária?

Publicar vários livros dentre eles infantil!

9. Sobre a participação do governo na difusão cultural, qual a sua opinião?

Acho que fica a desejar!

10. De acordo com a sua experiência, como você vê o futuro da cultura em nosso país?

Acho que tem que haver mudanças para que a população conheça melhor seu cenário cultural.

25 DE JULHO – DIA NACIONAL DO ESCRITOR

 

O Dia Nacional do Escritor é comemorado em 25 de julho, data instituída em 1960 pela União Brasileira de Escritores.

dia_nacional_do_escritor

De 2014 para cá, em Japaratuba, livros e escritores tiveram uma grande alavancagem com as as publicações de Darquiran Costa (2013), Gibras (2015) e F. J. Hora (2012, 2014) – a tríade dos mais famosos escritores da atualidade em Japaratuba.

Há vinte anos que só tínhamos uma única ferramenta de divulgação dos escritos de nossos literatos que é o Festival de Poesia Falada Poeta Garcia Rosa. Mas, hoje, podemos contar com outras alternativas como:

  • Blogs, sites e periódicos;
  • Autopublicação;
  • Primeira editora de Japaratuba.

Embora ainda anônimos – digamos que somente uma pequena parte que seguem a passos lentos, os nossos escritores já despontam no cenário literário Japaratubense.

Em Japaratuba ainda temos um tabu em relação à publicação de livros. Apesar dos esforços de setores da sociedade organizada quebrarem as barreiras financeiras, ainda paira os obstáculos pessoais para que esse ou aquele artista simpatize de alguma causa.

Os motivos podem ser apontados como:

  1. Falta de patrocínio político ou público - ou seja, tem independência quanto às suas ações e realizações;
  2. Egoísmo e descrédito por se tratar de intelectuais que surgem das classes menos favorecidas e com a união algumas pessoas se sentem ameaçadas pela suposta ascensão dos artistas;
  3. Comodismo e Amadorismo– não vivem da arte, tendo esta como hobby ou somente para angariar alguma premiação em concursos literários.

sexta-feira, 22 de julho de 2016

ACÚMULO DE RIQUEZAS: O Capital explorando a Força de Trabalho

Trabalhador

O capitalismo é a economia em que o capital explora a força de trabalho para acumular riquezas. Ou seja, os trabalhadores só tem uma única arma para ter algum poder aquisitivo, que é vender a sua capacidade de trabalho em troca de um salário.

O capital é orientado pelos fins lucrativos e não pela necessidade humana. Isto quer dizer que as empresas e indivíduos produzem para quem tem dinheiro para comprar e não para quem precisa desse produto ou mercadoria.

As crises da economia de mercado são resultados da superprodução e a falta de consumo. Os períodos de euforia econômica fazem com que as empresas aumentem seus gastos e investimentos e o consumidor passa a comprar mais do que o que precisa ou se endivida na busca de melhores condições de vida.

Os detentores dos meios de produção acabam gerando outro fenômeno capitalista: o imperialismo. Os burgueses, os novos ricos que ascenderam diferentemente da realeza, precisaram transformar muitas coisas em mercadoria, no início a terra e a  força de trabalho foram as principais alavancas de desenvolvimento capitalista.

O conceito de mais valia é simples: o excedente do que é produzido pelo trabalhador é o lucro do capitalista. O labor ou trabalho braçal, operacional – sem necessidade de grande atividade intelectual é o que impulsiona o motor da indústria e do comércio.

O acúmulo de riquezas é o que dá a situação econômica favorável para seus beneficiários ascendam no poder político e econômico da sua região, estado ou país. Por isso, as atividades  em regiões pouco esclarecidas acabam por formar um grande colégio eleitoral desse ou daquele candidato que mantém o pacto econômico com as elites que se sustentam no poder.

Esse é segredo das recessões, é quando a engrenagem se empolga com as altas lucratividades e a exploração da força de trabalho acabam por esgotarem as relações entre a oferta e a procura, tornando o mercado um grande monstro predador onde os maiores vão engolindo os menores.

terça-feira, 19 de julho de 2016

MORRE NEGO DO CACUMBI: A Cultura está de Luto

Na madrugada desta segunda para hoje (terça-feira), Japaratuba recebeu a triste notícia: Nego da Carroça, Nego do Reisado, entre outros nomes que o conhecem, acaba de falecer.

Mestre Nego

Manuel dos Santos, ou simplesmente Mestre Nego nasceu no dia 22 de Setembro de 1930, portanto são 85 anos de folclore e tradição cultural em nosso estado.

Deixamos aqui o nosso registro sobre  ícone da cultura Japaratubense, para que as novas gerações mantenham vivo o seu legado!

quinta-feira, 14 de julho de 2016

O ACHISMO E O COMODISMO COMO ALIADOS DAS IDEOLOGIAS DE DOMINAÇÃO

Achismos e comodismos

O comodismo gerado pelo apassivamento das massas tem sido o forte aliado das grande empresas e políticos considerados influentes. Na verdade, criaram uma cultura desinformadora e antissocial.
Desinformadora porque a informação agora está mais fácil de encontrar e no entanto não sabemos se os créditos são verdadeiros e o pior, damos crédito mais a fofocas, boatos e manchetes sensacionalistas do que a reflexões e textos sobre temas importantes para a formação de opinião.
Antissocial no sentido que nos fechamos para a interação, destinando-nos para a solidão da tela do computador e implorar atenção ou se divertir em redes sociais, principalmente grupos de WhatsApp.
Essa política tornou o povo consumista, amadorista, no máximo técnico, pois, o ensino acadêmico voltado para sociedade, filosofia e cultura são consideradas inúteis para os novos aspirantes nas áreas de exatas, ciências da natureza, e o pior, sociais e humanas na maioria delas.
Ou seja, filosofia, sociologia e pesquisa são para os nerds ou os CDF's da vida, discriminados na carreira acadêmica, mas, invejado pelos altos salários, cargos e status conquistados posteriormente.
A crise da educação pode ser medida pela falta de criatividade e pouco empreendedorismo. A venda de mão-de-obra deveria ser a última opção do acadêmico ou "formado", mas, é a primeira da lista. Dada a antiga cultura da estabilidade, trabalhar menos e ganhar mais.
As aptidões exclusivamente técnica são próprias para a ação predeterminada, mas, a formação de seres pensantes é um investimento que pode garantir um futuro melhor, pois, estes agirão como criadores de novos modelos e não apenas exército de reserva da indústria.
O TCC que poderia ser uma proposta de intervenção para o desenvolvimento sustentável, é hoje, apenas instrumento burocrático, como uma pedra no sapato de quem tem pressa em sair da faculdade.

terça-feira, 5 de julho de 2016

ANÁLISE CRÍTICA: Soneto do Amor Sem Sexo

Francismary_Soneto do Amor Sem Sexo

O Soneto (poema de 14 versos, distribuídos em dois quartetos e dois tercetos) do Amor Sem Sexo, ou A Amizade, é um poema decassílabo.

Pa1/re2/ce3/coi4/sa a5/té6/ sem7/ to8/tal9/ ne10/xo

 

Primeira estrofe

“Parece coisa até sem total nexo

Os amantes quando sentem paixão

Morrem de medo da tal solidão

Que ficam escravizados no sexo”

O medo do desamparo e da solidão: Uma das causas do casamento, até mesmo precoce, contrariando costumes antigos, é o medo de viver só, adoecer e não ter quem cuide. Ou seja, muitas pessoas procuram companheiros pensando na velhice.

O fato é que há uma contradição: amante = ser que ama. E a paixão é um estado de encantamento transitório desencadeado pelo desejo por algo ou alguém. Mas, por ser uma ilusão, sempre acaba em desengano.

A solidão pode ser o fim de quem ama, mas, não do amor. Então, conclui-se que os apaixonados são escravos do sexo, pois, não encontraram o amor.

 

Segunda Estrofe

“E nesse tema bastante complexo

Fazem da filosofia ilusão

Confundem desejo com sedução

Diferente de côncavo e convexo”

O poeta ou eu-lírico diz que amor é um tema complexo, ou seja, há variações no conceito entre cada pessoa. E a filosofia com que tratam esse sentimento, transforma o desejo em ilusão. As pessoas envolvidas estão cegas e desconexas da realidade. Prendem-se a várias concepções de amor, sendo que o que sente é paixão.

E  a sedução é apenas uma estratégia para buscar o objeto de desejo: a companheira, que pode ser a  mulher amada ou não. E ai, está o x da questão, o que não se completa ou se complementa deixa o vazio na alma, e o ser continuará em constantes buscas.

Portanto, o pensamento ou reflexão sobre o amor estão atrelados aos conceitos da indústria cultural que inserem nas massas o amor como sinônimo de dor, de decepção para que sejam consumidos seus produtos paliativos ou consoladores da condição do solitário e desiludido.

 

Terceira Estrofe

“É preciso amar, mesmo sem desejo

Sem o pecado que a vida carrega

Com o corpo ardente pedindo o beijo”

Amar sem desejo é o clímax do poema, o ponto alto ou elevação do tema. Quando o eu-lírico discorre sobre o amor sem sexo, ele se contrapõe ao desejo do corpo, ora pecaminoso, ora natural.

Quando o ser que ama atinge o estágio de abdicar o desejo pelo corpo ou nunca tê-lo sentido, ai sim manifesta-se o amor puro, espiritual, verdadeiro. Esse é a prova de que não há efemeridade, pois, tudo que vem do corpo é passageiro, ou seja, é mortal.

O verdadeiro amor, a natureza intrínseca de Deus, é um sentimento espiritual.

 

Quarta Estrofe (Chave de Ouro)

“Mas, se por instinto ninguém nega

Ao sentir no corpo o toque, e, no ensejo,

Como fugir e desistir da entrega?”

A quarta e última estrofe do poema deixa uma indagação, fala do instinto na hora do corpo ser tocado. E ai, o ser que ama, quando sente o toque sexual no seu corpo, geralmente, não resiste e entrega-se.

A entrega do corpo é o que põe em risco o amor sem sexo. E ai surgem vários entendimentos que somente com ajuda de outros conceitos é que podemos resolver esse conflito que o poeta expõe.

Se o corpo de desejo se alia ao espírito de amor, temos uma saída que é o casamento, ou a associação de duas pessoas, homem e mulher, que se amam, mas, também se desejam.

Então, conclui-se que:

Amor sem Sexo = Amizade