quarta-feira, 30 de dezembro de 2009

PROGRAMAÇÃO DA FESTA DE REIS DE JAPARATUBA

Foi uma ótima idéia separar as festas de início de ano. Desde que nasci que ouço falar em Festa de Santos Reis e Guerra das Cabacinhas e hoje presenciei a euforia com que os jovens comentaram a programação da Festa das Cabacinhas e não Festa de Santos Reis.
Festa de Reis é um nome popular e incomum que virou rótulo, quem escuta-o não o vincula a uma festa religiosa, mas sim a bandas, cantores, shows e muita bebedeira. Por isso quero parabenizar a equipe da Prefeitura que denominou Festa das Cabacinhas separando da Festa de Santos Reis e São Benedito, isso sem falar na festa cultural que é o Festival de Artes Arthur Bispo do Rosário.

SEGUE A PROGRAMAÇÃO:

Sexta-Feira: 15 de Janeiro, Max e Lucas, Netinho, Aviões do Forró e Levi Viana;
Sábado: 16,arrastão com a Banda Marreta e Planeta e shows à noite com Gatinha Manhosa, Márcia Freire, Edu e Maraial e Edson Gomes;
Domingo: 17, Arrastões com Cid Natureza e Banda e Harmonia do Samba e shows à noite com com Dois Ciganos, Calcinha Preta e Danielzinho e Forrózão Quarto de Milha.

quinta-feira, 10 de dezembro de 2009

A Tradicional Festa das Cabacinhas

Em Japarartuba, no período das Festa de Santos Reis (e antes, em dezembro, segundo os amantes do esporte "jogar cabacinha em quem não está na folia"), desde os primórdios é tradiconal a Guerra das Cabacinhas.
Jogar cabacinha nunca foi novidade. Desde que me entendo por gente que na sede do município, entre Dezembro e Janeiro, é comum ser abordado por pessoas (adultos e crianças...) que jogam baldes d' água em quem passa.
O abuso por parte das crianças, cuja mãe deixam soltas nas ruas, vai desde a jogar cabacinhas em quem passa até a jogar em pessoas dentro da sua própria casa.
Não sou contra a festa das cabacinhas. É uma tradição que vem dos nossos antepassados. O que precisa é haver um controle para diferenciar quem está na folia e quem está apenas trafegando nas vias públicas do município.

sexta-feira, 27 de novembro de 2009

Baixe as obras de Sílvio Locato



Após a publicação popular das obras de Sílvio Locato, poeta originalista, F. J. Hora, ele-mesmo, disponibiliza o link para baixar as obras: Menina Mulher e Cartas de Amor Para Um Novo Tempo.
Baixe também CDANV - Cartas
Boa leitura!

sexta-feira, 6 de novembro de 2009

O HOMEM: Um Escravo do Seu Próprio Eu

Olho-me no espelho e não vejo um homem da minha idade. Um mundo quer me impor um fardo... Talvez em seguir uma moda que as futuras gerações vão considerar antiquada, assim como os jovens do meu tempo ignoram "o tempo antigo".
Tudo o que é novo é bom, cheio de brilho e emoção, um certo vigor... Porém, o que vejo são pessoas presas, sufocadas pelas idéias veiculadas em meios de comunicação, sufocadas pelo conformismo político, pela ignorância, pela escola.
E a escola? Um instrumento de abertura tanto moral como imoral, depende o sentido. Porém, a grande inclinação humana é para o errado, o imoral, ilegal, engordante...! Quem disse que a porta para o falta de verdade não é larga...? E muitos passarão por ela.
Sinto repugnância das opiniões formadas sobre coisas que ainda estão em formação e em transformação. Os valores sólidos estão sendo quebrados e os valores próprios estão com a consciência pesada... O que a gente espera do mundo muitas vezes se choca com o que o mundo espera de nós.
Estar na moda, estudar, beijar na boca, usar camisinha, ouvir estilos de músicas atuais, ser gay, se endividar, não ter vergonha..., são valores cultivados pelos hipócritas que perderam aidentidade. Um como eu que quero ser eu mesmo me vejo confundido e identificado por outros Flávios que eu desconheço.
Quero deixar de lado os modismos e comodismos e os incomodismos, todos os parentes dessa família de leitores que nunca leram e ouvintes enfadados!

segunda-feira, 26 de outubro de 2009

29 anos em busca de um ideal

O Dilema da Organização

Pairando num poleiro, estavam as pessoas maravilhadas com o pouco sob a lupa da ambição, inveja e desentendimento. A obra faraônica do fracasso e a falsa prosperidade de um negócio mal começado, mal-administrado...
Um homem e seus ideais, sacrificando a sua paz por momentos de ilusão da sobrevivência, escondido por trás de um inexperiente impulsivo que idealizava um mundo impossível, utópico... Era a escalada da derrota, do fim de uma batalha, mesmo que a guerra estivesse só começando!
Festas por conta do negócio, para pagar não sei quando. Vendia-se não sei o quê, nem como! Estava tudo ao léo, entrava muito dinheiro, mas muito prejuízo... Daí surgia clientes não sei de onde que traziam recados não sei de quem para ninguém pagar...!
Quando de frente á comunidade o desinteresse e a desorganização tomaram conta do negócio, foi cavado um poço cada vez mais fundo... Era inevitável o fim, pois, as atitudes de quem tratava do público afastavam a todos cada vez mais.
E perguntavam-se: quem é ele? Está se achando demais? E diziam: eu não aceito! Se for assim eu não quero!
E de repente tudo mudou. As festas se acabaram, os bebedores pararam de beber, os clientes pararam de comer, os devedores não pagaram suas dívidas, o dono da casa queria de volta, o horário do funcionário havia vencido e o estabelecimento tinha que ser fechado...
Casa fechada, as despesas pagas mesmo assim. Mercadorias em falta, vencidas e em estado ruim. A poeira tomou conta do que antes a água inundou e o já era desorganizado, para ser organizado, fechado ficou!

sábado, 10 de outubro de 2009

Da cultura do povo Japaratubense

Em muito se fala cultura em nosso município. São valores encobertos pela manifestação artificial, periódica, visando a ostentação. Existe sim uma grande corrente artística, porém calada, escondida.
Os verdadeiros valores da grande maioria em nossa cidade vão desde o ócio ao não fazer nada. Beberrões que só bebem se tiver quem pague para ele ou se o bodegueiro vender fiado para ele pagar não sei com o quê...!
Pessoas que não tem coragem de trabalhar, vivem a olhar e invejar a vida dos outros em busca de uma oportunidade de derrubá-los. E por causa disso muitos foram à ruína.
Entre os nossos pecados está na hospitalidade com os turistas, em especial aos fugitivos dos presídios e penitenciárias. As grandes cidades não abrigam com apóio os criminosos, mas em nossa cidade, muitas vezes, o conterrâneo é humilhado em defesa de um que não se sabe de onde veio e nem as intenções dele.
Dentre esses fatos, um me ocorre e é bem lembrado. Fato é que, no quadro político e social se reflete num misto de engano e entusiasmo, um entra e sai da mesma figura pública. Em uma campanha ele é bom partido e na outra pouco vale e vice-versa...
Por essas e outras é que Japaratuba realmente é o celeiro da cultura sergipana. Abriga desde artistas originais (desconhecidos e desvalorizados) contra uma elite de artistas disfarçados (conhecidos e ostentados) pelo pensamento polêmico e irremediável de quem não sabe o que é bom e desperdiça o melhor...
E quando eu pensava em ser o artista da terra, achava que eu podia surgir do povo, mas vi que o próprio povo se desvalorizam por não admitir que seja artista, intelectual ou rico uma pessoa que nasceu e cresceu com eles e que é simples como qualquer um... apenas despertou para um dom natural. Que mal há nisso? Um dia serei a poesia do Novo Tempo...!

sábado, 19 de setembro de 2009

UM ESPAÇO PARA A GALERA! Estudantes...

Que tal ver fotos e enviar comentários sobre acontecimentos do ônibus. Acesse: Nick e a galera! e aproveitem o espaço. Deixem recados e comentários, por falar nisso veja o que eu comentei hoje: Flávio em Nick e a galera! Veja também:
Naveguem à vontade e não deixem de deixar o seu comentário!

Nick e a galera!

segunda-feira, 7 de setembro de 2009

Falando em 7 de Setembro...

Sinto nada ao falar em 7 de Setembro, apesar de ser o meu mês natalício. Nos tempos da escola eu era obrigado a participar dos desfiles e das comemorações da "semana da pátria", fato esse que sempre me causou frustação.
Eu não compreendia esse ufanismo exagerado, essa altivez que as escolas queriam passar para a sociedade. O desfile das escolas era mera ostentação, como se desse a volta por cima só por conta de um feriado nacional e finalmente folgar no outro dia.
Os jovens que não têm opção de lazer vêm no 7 de Setembro um motivo para sair da rotina, não como aluno mais como participante da banda marcial ou mero espectador.
Os dramas do desfiles começam pelo primeiro pelotão e termina com as famosas "rabadinhas". E perguntava como seria o mundo sem o 7 de Setembro? Isso só existe no Brasil... Até porque essa data é única e cada país tem a sua!
Deixemos de lado essa prática para adentrar no barulho e poluição sonora de tambores e trio elétricos e ritmos de agito e danças na rua (não é dança de rua...) como um bônus pelo enfado de comemorar a semana da pátria.
Mas, o pior de tudo, é que isso não quer dizer amor à pátria. É uma comemoração artificial, quem defende e busca melhoria para o povo está de mãos atadas perante uma maioria de incrédulos que não dá oportunidade ao pequeno, apenas cresce mais quem já é grande!

segunda-feira, 31 de agosto de 2009

DEUS é o Maior!

O pecado é a fonte de todos os males. A carne está sujeita a diversas tentações, mas a pior delas é a inveja!
Por inveja o homem se entrega à ação degradante de sofrer e causar o sofrimento. Na minha vivência de quase 24 anos sempre vi pedras no caminho...mas, o simples falar de dificuldades passa despercebido na rotina diária.
Lamentos, reclamações, o discurso enfadonho de contar fracassos! Desde que eu aprendi a usar a palavra amigo que minha vida mudou. Eu descobri porque meu pai não era um homem feliz: ele tem muitos amigos...
A presença marcante de nossas personalidades (familiar), em particular a minha, causa grande espanto a muitos que nos escolhe como presa para manifestar o que tem de pior em um ser humano: a falta de amor.
Por causa da ganância, falsa imagem, inveja, uma coisa simples que antes não tinha futuro, em nossas mãos, vira ouro (...de tolo!). Quem trabalha para sobreviver vive perseguido por quem vive de prestar atenção à vida do outro. Quem possui um carro, casa boa não é rico e o pobre que compra roupa nova, tem uma bodega e uma bicicleta enricou e isso é motivo de desamizade...
Para evitar desamizade sacrificamos nossas vidas, idéias, renunciamos à nossa felicidade. O mundo nos impõe uma carga pesada para levarmos, enquanto que Deus deixou o mundo para todos viverem...
E assim pensando, vejo aqueles que se acham poderosos, cheios de si e espertos demais que lutam para destruir lares, pessoas e coisas em busca de seus objetivos. Pedras enormes no caminho, vejo mais que isso, mas vejo que há sempre uma saída, uma luz que não tem fim...
Se alguém, homem, nascido de mulher, ou ser do mal, achar que estar vencendo... Estou sofrendo, eu sei e sou quem mais sabe o que estou passando e acontecendo.
Se o mal é grande e o inimigo também, DEUS É MAIOR!

sábado, 15 de agosto de 2009

O QUE PENSAM OS OUTROS...

Antes que eu pensasse que os outros eram iguais a mim eu pensava que eram diferentes. De repente eu me deparei com a realidade: estabelecer igualdade com diferença.
Não foi fácil entender porque eu tinha que ser diferente se eu queria ser como todos, porém, os hábitos comuns não me satisfaziam. Eu tinha de ser eu mesmo.
Como criança era adiantado, curioso, desconfiado, extrovertido, mas, como pré-adolescente fiquei tímido, acanhado. Fui obrigado a criar um novo mundo para mim, pois aquele não me atendia mais. Mesmo tive que unir o mundo real ao ideal.
O grande dilema são os outros. Ser de Libra é ver-se através dos outros e isso não é bom. Quando eu ouvia as músicas da época, de Zezé di Camargo e Luciano, Leandro e Leonardo, entre outros, cantava e todos gostavam e hoje ainda gostam, porém as pessoas estão interessadas em ritmos acelerados, dançantes e até eu não curto mais as novas músicas das duplas que eu ouvia na época.
"Traga uma cerveja", é o que ouço quando canto as músicas que eu gosto, românticas, banalizadas pela cultura de é brega. A cultura separou três tipos de música: pagode, brega e rock. O Brega é tudo o que não é rock, nem pagode ou até mesmo forró.
O preconceito é passado de pai para filho, entre grupos de amigo e demais relacionamentos. A lei e a moda reprimem essa manifestação. O falso respeito da população que usam do protocolo, da moda, para não serem anti-sociais, demodê ou arcaicos.
A mulher só quer homens pegadores, machistas e intimidadores. Aqueles idealistas, intelectuais, oníricos passam despercebidos como seres dotados de inteligência para ficar na história como desajeitados.
Poesias como enfeite, uma criação incrível que fica mais no papel do que na visão e na sensibilidade. Leitores de recados do orkut e visualisadores de buddypoke, colecionadores de amigos e comunidades sem utilizá-las, sem ter consciência da ação.
Meninas namoradeiras, que estudam na capital, que querem ter um emprego, curtir todas as festas, rapazes pegadores, que usam roupas de marca, frequentam todas as baladas e festas, iguais aos novos e muito diferentes dos velhos.
O estilo de gente velho, do tempo antigo já era. E o que é que os outros querem? Uns olham a vida do outro, invejam, fazem tudo por dinheiro. A massa valoriza o rico, o que banca festas, lidera farras e folias, dá carona, nem que seja uma vez na vida, pior é nada...!
Durante a minha juventude descobri que preciso dos outros e durante essa jornada, sem ajuda deles, outra descoberta fiz, eles precisam muito mais de mim. Que Deus abençõe, perdoe e os ajudem, pois, assim como os outros, nada fiz além do que eu pude!

sábado, 8 de agosto de 2009

O JHS de cara nova...

Adicionar imagem






Essa marca todo mundo já conhece e ela continua a identificar o JHS como MINIMERCADO.
A história da loja mais cobiçada de Japaratuba agora está online. Mas, à partir de Setembro de 2009 uma nova marca irá identificar o JHS em seu novo projeto de reestruturação e ampliação da área de atuação - a presta de serviços.
Veja a nova marca:







Esse é o log institucional que identificará o grupo JHS. SEJAM BEM VINDOS AO NOVO JHS.


quinta-feira, 6 de agosto de 2009

O NOVO TEMPO, PARA ALINE

Aline, olhe o tempo
E toda a natureza ao seu redor,
Como espelho da beleza sua
Que faz da poesia pequena
Uma obra cada vez maior.

Um tempo que morre
Mas, que logo renasce
E refaz toda lembrança.
Viva à nova arte!
O Novo Tempo é a Esperança.

Eu vejo todo o valor
Da semente plantada, Aline,
Em que o fruto é a lição
que talvez um dia eu ensine
E isso será eterno
Para que eu nunca termine.

Agora que você já faz parte,
Lembrança ardente da poesia,
Imitemos, então, a arte
Na nossa rotina do dia
Entre o principal e o encarte.

(HORA, F.J. 30/09/2007)

domingo, 2 de agosto de 2009

20 ANOS SEM O REI DO BAIÃO


Luiz Gonzaga do Nascimento morreu no dia 02 de Agosto 1989 em Exu, vítima de pneumonia. Hoje ele estaria com 96 anos de idade, completando 97 em dezembro. Deixou saudades e uma vasta obra musical. Dentre elas está a música que é considerada o Hino do Sertão Nordestino: ASA BRANCA.

(Fonte: Wikipédia)
Luiz Gonzaga do Nascimento[1] (Exu, 13 de dezembro de 1912 — Recife, 2 de agosto de 1989) foi um compositor popular brasileiro, conhecido como o "rei do baião".
Nasceu na fazenda Caiçara, no sopé da Serra de Araripe, na zona rural de Exu, sertão de Pernambuco. O lugar seria revivido anos mais tarde em "Pé de Serra", uma de suas primeiras composições. Seu pai, Januário, trabalhava na roça, num latifúndio, e nas horas vagas tocava acordeão (também consertava o instrumento). Foi com ele que Luiz Gonzaga aprendeu a tocá-lo. Não era nem adolescente ainda, quando passou a se apresentar em bailes, forrós e feiras, de início acompanhando seu pai. Autêntico representante da cultura nordestina, manteve-se fiel às suas origens mesmo seguindo carreira musical no sul do Brasil. O gênero musical que o consagrou foi o baião. A canção emblemática de sua carreira foi Asa Branca, que compôs em 1947, em parceria com o advogado cearense Humberto Teixeira.
Antes dos dezoito anos, ele se apaixonou por Nazarena, uma moça da região e, repelido pelo pai dela, o coronel Raimundo Deolindo, ameaçou-o de morte. Januário e Santana lhe deram uma surra por isso. Revoltado, Luiz Gonzaga fugiu de casa e ingressou no exército em Crato, Ceará. A partir dali, durante nove anos ele viajou por vários estados brasileiros, como soldado. Em Juiz de Fora-MG, conheceu Domingos Ambrósio, também soldado e conhecido na região pela sua habilidade como acordeonista. Dele, recebeu importantes lições musicais.
Em 1939, deu baixa do Exército no Rio de Janeiro, decidido a se dedicar à música. Na então capital do Brasil, começou por tocar na zona do meretrício. No início da carreira, apenas solava acordeão (instrumentista), tendo choros, sambas, fox e outros gêneros da época. Seu repertório era composto basicamente de músicas estrangeiras que apresentava, sem sucesso, em programas de calouros. Até que, no programa de Ary Barroso, ele foi aplaudido executando Vira e Mexe (A primeira música que gravou em 78 rpm; disco de 78 rotações por minuto), um tema de sabor regional, de sua autoria. Veio daí a sua primeira contratação, pela Rádio Nacional.
Em 11 de abril de 1945, Luiz Gonzaga gravou sua primeira música como cantor, no estúdio da RCA Victor: a mazurca Dança Mariquinha em parceria com Saulo Augusto Silveira Oliveira.
Também em 1945, uma cantora de coro chamada Odaléia Guedes deu à luz um menino, no Rio. Luiz Gonzaga tinha um caso com a moça - iniciado provavelmente quando ela já estava grávida - e assumiu a paternidade do rebento, adotando-o e dando-lhe seu nome: Luiz Gonzaga do Nascimento Júnior. Gonzaguinha foi criado pelos seus padrinhos, com a assistência financeira do artista.
Em 1948, casou-se com a pernambucana Helena Cavalcanti, professora que tinha se tornado sua secretária particular. O casal viveu junto até perto do fim da vida de "Lua". E com ela teve outro filho que Lua a Chamava de Rosinha.
Gonzaga sofria de osteoporose. Morreu vítima de parada cárdio-respiratória no Hospital Santa Joana, na capital pernambucana. Seu corpo foi velado em Juazeiro do Norte e posteriormente sepultado em seu município natal. Sua música mais famosa é Asa Branca.


Sucessos

A dança da moda, Luiz Gonzaga e Zé Dantas (1950)
A feira de Caruaru, Onildo Almeida (1957)
A letra I, Luiz Gonzaga e Zé Dantas (1953)
A morte do vaqueiro, Luiz Gonzaga e Nelson Barbalho (1963)
A triste partida, Patativa do Assaré (1964)
A vida do viajante, Hervé Cordovil e Luiz Gonzaga (1953)
Acauã, Zé Dantas (1952)
Adeus, Iracema, Zé Dantas (1962)
Á-bê-cê do sertão, Luiz Gonzaga e Zé Dantas (1953)
Adeus, Pernambuco, Hervé Cordovil e Manezinho Araújo (1952)
Algodão, Luiz Gonzaga e Zé Dantas (1953)
Amanhã eu vou, Beduíno e Luiz Gonzaga (1951)
Amor da minha vida, Benil Santos e Raul Sampaio (1960)
Asa-branca, Humberto Teixeira e Luiz Gonzaga (1947)
Assum-preto, Humberto Teixeira e Luiz Gonzaga (1950)
Ave-maria sertaneja, Júlio Ricardo e O. de Oliveira (1964)
Baião, Humberto Teixeira e Luiz Gonzaga (1946)
Baião da Penha, David Nasser e Guio de Morais (1951)
Beata Mocinha, Manezinho Araújo e Zé Renato (1952)
Boi bumbá, Gonzaguinha e Luiz Gonzaga (1965)
Boiadeiro, Armando Cavalcanti e Klécius Caldas (1950)
Cacimba Nova, José Marcolino e Luiz Gonzaga (1964)
Calango da lacraia, Jeová Portela e Luiz Gonzaga (1946)
O Cheiro de Carolina, - Sua Sanfona e Sua Simpatia - Amorim Roxo e Zé Gonzaga (1998)
Chofer de praça, Evaldo Ruy e Fernando Lobo (1950)
Cigarro de paia, Armando Cavalcanti e Klécius Caldas (1951)
Cintura fina, Luiz Gonzaga e Zé Dantas (1950)
Cortando pano, Jeová Portela, Luiz Gonzaga e Miguel Lima (1945)
Dezessete légua e meia, Carlos Barroso e Humberto Teixeira (1950)
Feira de gado, Luiz Gonzaga e Zé Dantas (1954)
Firim, firim, firim, Alcebíades Nogueira e Luiz Gonzaga (1948)
Fogo sem fuzil, José Marcolino e Luiz Gonzaga (1965)
Fole gemedor, Luiz Gonzaga (1964)
Forró de Mané Vito, Luiz Gonzaga e Zé Dantas (1950)
Forró de Zé Antão, Zé Dantas (1962)
Forró de Zé do Baile, Severino Ramos (1964)
Forró de Zé Tatu, Jorge de Castro e Zé Ramos (1955)
Forró no escuro, Luiz Gonzaga (1957)
Fuga da África, Luiz Gonzaga (1944)
Hora do adeus, Luiz Queiroga e Onildo Almeida (1967)
Imbalança, Luiz Gonzaga e Zé Dantas (1952)
Jardim da saudade, Alcides Gonçalves e Lupicínio Rodrigues (1952)
Juca, Lupicínio Rodrigues (1952)
Lascando o cano, Luiz Gonzaga e Zé Dantas (1954)
Légua tirana, Humberto Teixeira e Luiz Gonzaga (1949)
Lembrança de primavera, Gonzaguinha (1964)
Liforme instravagante, Raimundo Granjeiro (1963)
Lorota boa, Humberto Teixeira e Luiz Gonzaga (1949)
Moda da mula preta, Raul Torres (1948)
Moreninha tentação, Sylvio Moacyr de Araújo e Luiz Gonzaga (1953)
No Ceará não tem disso, não, Guio de Morais (1950)
No meu pé de serra, Humberto Teixeira e Luiz Gonzaga (1947)
Noites brasileiras, Luiz Gonzaga e Zé Dantas (1954)
Numa sala de reboco, José Marcolino e Luiz Gonzaga (1964)
O maior tocador, Luiz Guimarães (1965)
O xote das meninas, Luiz Gonzaga e Zé Dantas (1953)
Ô véio macho, Rosil Cavalcanti (1962)
Obrigado, João Paulo, Luiz Gonzaga e Padre Gothardo (1981)
O fole roncou, Luiz Gonzaga e Nelson Valença (1973)
Óia eu aqui de novo, Antônio Barros (1967)
Olha pro céu, Luiz Gonzaga e Peterpan (1951)
Ou casa, ou morre, Elias Soares (1967)
Ovo azul, Miguel Lima e Paraguaçu (1946)
Padroeira do Brasil, Luiz Gonzaga e Raimundo Granjeiro (1955)
Pão-duro, Assis Valente e Luiz Gonzaga (1946)
Pássaro carão, José Marcolino e Luiz Gonzaga (1962)
Pau-de-arara, Guio de Morais e Luiz Gonzaga (1952)
Paulo Afonso, Luiz Gonzaga e Zé Dantas (1955)
Pé de serra, Luiz Gonzaga (1942)
Penerô xerém, Luiz Gonzaga e Miguel Lima (1945)
Perpétua, Luiz Gonzaga e Miguel Lima (1946)
Piauí, Sylvio Moacyr de Araújo (1952)
Piriri, Albuquerque e João Silva (1965)
Quase maluco, Luiz Gonzaga e Victor Simon (1950)
Quer ir mais eu?, Luiz Gonzaga e Miguel Lima (1947)
Quero chá, José Marcolino e Luiz Gonzaga (1965)
Padre sertanejo, Helena Gonzaga e Pantaleão (1964)
Respeita Januário, Humberto Teixeira e Luiz Gonzaga (1950)
Retrato de Um Forró,Luiz Ramalho e Luiz Gonzaga (1974)
Riacho do Navio, Luiz Gonzaga e Zé Dantas (1955)
Sabiá, Luiz Gonzaga e Zé Dantas (1951)
Sanfona do povo, Luiz Gonzaga e Luiz Guimarães (1964)
Sanfoneiro Zé Tatu, Onildo Almeida (1962)
São-joão na roça, Luiz Gonzaga e Zé Dantas (1952)
Siri jogando bola, Luiz Gonzaga e Zé Dantas (1956)
Vem, morena, Luiz Gonzaga e Zé Dantas (1950)
Vira-e-mexe, Luiz Gonzaga (1941)
Xanduzinha, Humberto Teixeira e Luiz Gonzaga (1950)
Xote dos cabeludos, José Clementino e Luiz Gonzaga (1967)

sexta-feira, 31 de julho de 2009

ELES NÃO SABEM A FORÇA QUE TEM

Parei diante do mundo atual onde o passado é demodê. As pessoas buscam independência em todos os setores da vida, muitas vezes pagando caro pelo conforto e sustentando o consumismo instalado pela vida moderna. Essa história me lembra que o gado, o boi em especial, ainda continua na mesma, sendo dominado e o seu destino é o matadouro.
A minoria da sociedade intelectual domina as massas populares através do poder da comunicação, da emoção. A demagogia é a arte de excitar as massas populares com o que elas mais gostam: pão e circo antigamente, hoje, feira, farra e folia.
O eleitor e o gado não sabem a força que tem. Se deixam dominar sem resistência, a não ser a simpatia natural que cada um irradia, ou aquele político que aparece de vez em quando fazendo uma festinha ou organizando um comes-e-bebes. O candiadto que não nega R$ 1,00, nem uma carona. O ditado é: eu ajudo quem me ajuda.
Vejo cidades que só tem dois grupos polítcos que se revezam no cargo. Em um ano eleitoral um candidato não atende as expectativas e perde para o antecessor que também não prestava no pleito anterior.
O resultado desse processo é a disputa dos grandes na campanha e as alianças durante o mandato, enquanto que o eleitor briga, se desentende, baixa o nível , perde a moral. E assim como o gado acaba sendo conduzido ao seu destino final: ao abate.

sábado, 25 de julho de 2009

A Volta do Mundo

Desde criança que ouço falar sobre a volta do mundo. Eu pensava que era a forma arredondada do planeta, mas, ainda não estava satisfeito. Minha mãe dizia: "Você não sabe a volta do mundo quanto custa!'.
De lá para cá venho acompanhando a volta do mundo, grande, cheio de caminhos, arrodeios, atalhos. A estrada era longa e cheia de pedras. Eu não estava preparado para enfrentar a realidade, as minhas fantasias não supriam a minhas necessidades, o universo que eu criei precisava de superação.
O meu mundo batia de frente com um mundo que eu via, mas não conhecia. Eu li a poesia de Camões e a de Augusto dos Anjos e um busca intensa nasceu dentro de mim. Eu já escrevia minha arte e precisava optar algum caminho, unir as voltas do mundo com as da vida. Isso me parece impossível.
Eu componho as letras, mas não tenho a melodia. Quando eu digo sim, muitas vezes, o mundo diz não! E para minha surpresa, esse mundo é do tamanho da minha casa e habitado por minha família.
Foi ai que eu compreendi o que ela queria dizer. A mim, o que me resta, pois, ainda tenho esperança, é esperar o mundo dar as voltas necessárias para eu encontrar o verdadeiro mundo... é ai que eu começo a cantar... a melodia dos outros e não a minha.

quinta-feira, 18 de junho de 2009

Abra sua Conta Com FLÁVIO HORA - AGENTE DE CRÉDITO

FLÁVIO HORA - Agente de Crédito da Multipag, correspondente bancário do Banco do Brasil. SOLICITE A VISITA e abra a sua conta sem precisar sair de casa. Você tem até 15 para fazer sua senha e retirar o se cartão na sua Agência.
Ligue: 079 3272-1656/99278239.

Flávio faz tanbém:
  • Trabalhos Escolares;
  • 2ª via de Contas de Àgua, luz e Telefone;
  • Poemas e Paródias;
  • Pesquisas e consultas especilizadas;
  • GRAVAÇÃO DE CD
  • E muito mais...
Conheça todos os nossos trabalhos:

sábado, 13 de junho de 2009

Os jovens e a sexualidade - INICIAÇÃO SEXUAL

Esse assunto tem me chamado muito a atenção. O mundo pós repressão sexual está bastante empolgada com a idéia da liberdade sexual.
Atualmente, a maioria dos programas educativos e palestras sobre sexo e sexualidade só atentam para dois únicos assuntos: DST e gravidez precoce ou indesejada.
Compartilho o pensamento moderno da não repressão, porém com responsabilidade e segurança. O sexo é uma criação divina e por isso deve ser bem utilizado.
Sou jovem e o meu corpo pede, o desejo sexual me inclina a querer as mulheres para curtir, pegar, ficar, transar, namorar. Por causa do corpo, o nosso pensamento não prevê as consequências finais.
Se a iniciação sexual só ocorresse no seu devido tempo, todos esses problemas não existiriam. A virgindade, hoje tema banal, seria a porta para aniquilar de vez essa realidade moderna. Esse é o preço da liberdade sexual.
O casamento sim é a liberação para as atividades sexuais. O matrimônio, hoje, ainda é uma saída para a desilusão dos prazeres carnais, da promiscuidade. Mas, quando o casamento chega o indivíduo já manteve relações sexuais com inúmaros (as) parceiros (as).
Enquanto a sociedade tratar a sexualidade como uma opção social, discriminatória ou não, problemas como prostituição, DST e gravidez precoce ou indesejada jamais serão resolvidos.
O que precisa é reeducar a nossa sociedade. A reação à repressão foi longe demais. Usar camisinha resolve o problema...? A camisinha evita tudo isso, mas, não impede que as pessoas se desiludam com seus relacionamentos e fiquem magoados por causa do sexo, da entrega do corpo, da paixão (confundida por amor).
Para curtir a vida (...no presente...) esquecemos nosso passado e não pensamos no futuro. Usar camisinha é a solução até que a insatisfação com a vida nos prove o contrário!

quinta-feira, 11 de junho de 2009

5º Tema de CANTOS ORIGINAIS

CANTO V
Do amor verdadeiro

Só sabe o que é amor
O ser que ama e que padece,
Amar é para quem conhece
O que é a essência do amor
Confundido com o sexo, a paixão
Com o desejo, o prazer e a ilusão!

Amar não é namorar, já disse,
Com palavras doces e cruas
A mãe ama, o pai ama,
O irmão e até o amigo,
Homem ou mulher, animais,
Amantes e amigos são iguais
Pois, o amor é o mesmo
Só falta medir a intensidade
Porque nutridas de amor
Amamos por toda eternidade.

O bem estar do outro
A vida feliz que eu puder dar,
É disso que vive o amor
E muitos dizem só gostar
Ou com desejo pelo corpo
Dizem que estão a amar.

Se digo amo a um amigo,
Do sexo masculino ou macho
Talvez seja motivo de piada,
Comentários sórdidos, risada
Enquanto que a mulher dar um fora
Para ela não existiu nada!

E ainda, digo, como se fosse cantiga
E se amigo namorar a amiga?
Existe o verbo “se apaixonar”
E se digo “se amar”?
Ou estou apaixonado, ou amando
E se amo posso ou não namorar
Depende da paixão, do desejo
Do espírito a combinar!

Amar é querer bem e não o corpo
A nudez ou o toque físico.
E não diga fazer amor,
Nem se apaixone ou jure
Tampouco dizê-lo que é chama
Ou que “seja eterno enquanto dure”.

Diga amo porque quero o bem
Da pessoa amada, homem ou mulher
Ou que seja só da amada
Tão bela o quanto se quer
Mas, que seja tão puro e suave
Como uma fonte de fé
Mesmo que pareça irreal,
Não existe amor terreno
Carnal, erótico ou coisa assim
O amor é puro e ideal
E a solidão não é o fim.

quarta-feira, 10 de junho de 2009

4º tema de CANTOS ORIGINAIS I de F. J. Hora

CANTO IV
Do casamento

É mais que uma cerimônia
Casar é fundir nossas almas
Com seres que complementam
O nosso vazio da razão,
É mais que uma questão pessoal
E para mim significa muito além
Na igreja e no cartório também
Não é mais que a união carnal.

Vejo o casamento contratado
Como se fosse um negócio
Que se inicia com um contrato
E que finda com o divórcio
Quebrando os laços familiares
E abalando os maternais.

E ainda mais o macho
Que a mulher tanto preza
Usa-a e ela a ele se entrega
E se um deles se nega
O casamento não é consumado
E se por isso não estiver casado
Recorrerem a uma lei cega
Da repressão e pura ilusão
O casamento é um compromisso
É uma eterna união.

Quando dois corpos se unem
Daí conclui-se o seu estado
De uma família em construção,
É um lar, é um ninho,
É o ser humano em formação,
É uma nova instituição
Uma experiência universal
Para do mundo a povoação.

Sendo assim, o que é casar?
Talvez o mundo dê outra impressão
Por causa da visão sexual
Da busca do prazer carnal.
Talvez ao casamento não aconteça
Nem na igreja, nem no cartório
Mas, no leito conjugal.

terça-feira, 9 de junho de 2009

CANTOS ORIGINAIS I de F. J. Hora

CANTO III
Da virgindade

Ser virgem, pura ou coisa parecida
Está mais no espírito que na carne
Como se fosse um mal, mas, não é
Não está no hímem, está na mulher
Que não sabe o que é maldade.

O mundo é machista
Assim pensa macho e fêmea
Numa só veia naturalista
E por mas que eu desminta
Criticando com a norma feminista
A mulher aceita, mais que a morte
E mesmo procurando a sensibilidade
Dá mais valor à virilidade
E à lei do mais forte.

Daí que prefiro a virgem
Que só terá por comparação
Um só corpo, uma só carne,
Um só homem, um só espírito
No seu estado de conjugação
Que se casa por amor
Ou por sexo ou por convenção.

A virgindade é um critério
É um estado de autenticação
Da vida em sua plenitude
Do amor, virtude e contemplação;
É um dom natural do ser
Que a mulher e o homem têm
Como chave para os seus destinos
Tanto para o mal como para o bem.

Ser virgem é não ter
A carne em sofrimento eterno
Da luta entre os dois planos
Da nossa alma, do nosso ser.
Perde-a quem se descobre
E abre-se para o prazer,
Não a perde quem descobre
A união correta com outro ser.

A virgindade é um tesouro
Para a riqueza da vida
De ações puras e desinteressadas
Que sem virgindade não há
Ou mesmo que haja
Raras mulheres, homens
Que abominam a lei do mais forte
Em favor da vida fraternal
Unida em leito conjugal.

sexta-feira, 5 de junho de 2009

CANTOS ORIGINAIS I

CANTO II
Da condição Feminina

Tão importante para o homem
Este ser vivo, instinto animal
Na lei da selva, do macho.
É a mulher que de sorte
Confunde-se em sua identidade
Por causa do macho mais forte.

A mulher companheira, parceira
Ligada à carne e não ao ideal,
A mãe, tão sagrada da lei
Que se ama dá a vida;
Isso eu bem sei.

Fora a isso o mais que conheço
A prostituta, a interesseira, a devassa,
Mulher da vida ou em desgraça
Adúltera, inconsequente e vil,
Amantes crônicas do sexo servil
Que por muitos desprezadas
Outras, por natureza cortejadas
Tão intensas no nosso Brasil.

A mulher terna e doce
Que é como se fosse
A mulher perfeita e ideal
Virgem e cheia de ternura
Livre do excesso carnal,
Está guardada no inconsciente
E por ela o homem inteligente
Chora, geme sem sentir dor
Mas, a receita está no amor
E não no sexo, nem na aventura
Como uma seda fina é a mulher
Tão alva que qualquer coisa mancha
Terrivelmente em nossa cultura.

Mas, se no plano de Deus,
Que talvez o homem foge
Dando-se à fama de garanhão
Se a mulher sai do seu lugar
Que é feito para a recepção
Quem sabe nada fosse piorar
Ou que perdoasse o erro
Sem entregá-la ao desprezo
Da sua vil decisão
O mundo fosse uma família
Onde reinasse o amor eterno
Não esse que visa o leito
Mas, o verdadeiro, natural e fraterno.

quinta-feira, 4 de junho de 2009

quarta-feira, 3 de junho de 2009

VÔO AF 447

A fragilidade da vida é um dos temas bastante discutidos na arte. A literatura está repleta de nostalgia e de emoções de inúmeros eu-poéticos. Nessa segunda-feira acordamos diante de um acontecimento, talvez normal, que pela distância física, muita gente ignore ou demonstre um pesar (de praxe) por educação pensando que isso só acontece com os outros.
Já aconteceu com você, perder um amigo, irmão ou parente...? Claro. Tragédias vemos, dores assistimos até que um dia (...Deus me livre...!!!) acontece com a gente...
Não ligar para o próximo é egoísmo, pois o próximo pode ser você!
AQUI VAI O MEU PESAR E A MINHA SOLIDARIEDADE A TODOS AQUELES QUE FORAM AFETADOS POR ESSE ACIDENTE.

Tema de Hoje: A BUSCA DO EU

Esse é um espaço para a publicação dos poemas pensadoristas da obra CANTOS ORIGINAIS I de F. J. Hora.


CANTO I
Em busca do eu

O corpo em mim deseja
Mas, o espírito está frustrado
E assim olho para o meu estado
E vejo o que em mim sobeja,
É um sentimento desumano
Uma busca intensa, precaução
Enquanto o corpo vive a ilusão
O espírito cai logo em desengano.

Tão perplexo fico e com medo
De mergulhar no desconhecido
Um mundo aparente escondido
Obscuro e cheio de segredo,
São os problemas da alma
Mas, ainda quem me acalma
É ver a luz do dia logo cedo

Porque vejo a vida renascer
Um novo dia ali surgir
E o que me dá mais prazer
É com a natureza interagir.

Um súbito desejo sai da carne
Pela carne que ardente vejo
Tão intenso querendo devorar
E o espírito então, no ensejo,
Sente a essência palpitar
Pelo olhar, pelo jeito,
Que venha a lhe completar
E logo a ilusão carnal
Cai por terra sem satisfação
Desejando tão grande emoção
Da força viril e animal.

Logo eu que tanto prezo
O amor verdadeiro, único,
Para todo o sempre, eterno,
Sinto-me invadir a paixão natural
E os sonhos de uma vida
Parecerem coisa anormal
Sem sentido o mundo meu
Vejo o destino fatal
Da busca eterna pelo eu.

Este poema também foi publicado em: http://carlarivera.blogspot.com/.

COMENTÁRIOS

1. Segundo o poeta, o que é que o incomoda gerando essa crise de identidade?
2. O que o autor quis dizer com ver a luz do dia logo cedo?
3. Na terceira estrofe o eu-poético diz lutar contra a força viril e animal. Por quê?
4. O que torna fatal a busca da identidade?

sábado, 30 de maio de 2009

De Cara Nova

O pensamento humano é muito complexo. Existem aqueles que se conformam com o pouco por não conhecer o muito, mesmo que esse pouco seja o suficiente.
O ser humano, em sua maioria, não consegue admitir que o seu próximo, e às vezes muito próximo, seja diferente da maioria, sem saber que essa diferença é a imagem registrada e autêntica do ser.
Um artista, uma pessoa que vê o mundo com os olhos da alma não é uma novidade, assim como um pobre comprar roupa nova (se bem que muitos passam fome, mas compram...).
Um misto de inveja e falta de atenção que o glamour do dinheiro e a fama deixam a desejar fazem com que pessoas como estas passem despercebidas.
Quantos morreram ou enlouqueceram pela falta de serem vistos. Se ninguém é de ninguém, no mundo existem muitos ninguén's. E essa individualidade, essa falta de aproximação, de compromisso, essa busca pela liberdade custa muito caro, tanto para quem quer conquistar como para quem perdeu.
É muito fácil falar, brincar, zombar ou até mesmo judiar. Mas, não é fácil ser alguém, pois, na vida, somos como o eleitor e o gado, ambos não sabem a força que tem. Se deixam dominar e ainda assim se acham os donos da verdade. Não pensam no bem coletivo, deixam a individualidade vencer.
Se eu mudei minha cara (...tá mais feia por sinal...!!!!), mas por dentro eu não mudo!

quinta-feira, 21 de maio de 2009

Quem é o escritor Sílvio Locato


Sílvio Locato é o poeta originalista, uma extensão heteronímica do seu ortônimo F. J. Hora. Nascido no dia 26 de Setembro de 1985 ás 8 horas em Japaratuba, Sílvio assume o papel de um poeta extrovertido e liberal, adepto de idéias conservadoras, mas, aberto a novas experiências.
O blog: Cartas é o marco inicial para que o público conheçam e apreciem a arte desse artista original.
É criação sua as chamadas musas como Carla Rivera. O processo de criação é verossímil, as musas tem biografia e um mapa astral. Sílvio traça o perfil de cada uma através dos signos solar, lunar e ascendente.
O romance Menina Mulher é a primeira obra onde podemos notar a genialidade desse escritor apresentando-nos a biografia de Cristina Campos Furtado.
O Universo Originalista é o conjunto de musas e seu criador. As bases literárias do Originalismo ou a Síntese Literária estão disponíveis no site: O Novo Tempo.

quarta-feira, 20 de maio de 2009

Sílvio Locato Publica Romance

O escritor Sílvio Locato, difusor do movimento Originalista, no último dia 18 publicou em seu novo blog: Menina Mulher, o seu romance MENINA MULHER. ,
Conheça a estética originalista no site: O Novo Tempo e as obras do escritor Sílvio Locato em: Cartas.
O romance trata da história de Cristina, uma garota que foi criada por um amigo da família depois da morte dos seus pais. Cheia de muito realismo e uma linguagem atual essa obra se identifica com a juventude atual. É narrada por dois narradores, fato inédito na literatura, e, pelos dois protagonistas.
Será publicado um capítulo diariamente.

terça-feira, 19 de maio de 2009

Flávio Vota em FLÁVIA 82


CONSELHEIRA TUTELAR 82
Desde 1993 que moro em Japaratuba e de lá para cá tenho visto o abandono com que vem sendo tratada a situação de Crianças e Adolescentes.
Nesses mais de 15 anos vi muitas famílias espancarem seus filhos. Agindo com violência "em favor da educação". Mas, não foi e nem é isso que vem me pertubando esse tempo todo.
Crianças soltas nas ruas a mercê da sorte, incomodando os vizinhos com xingamentos, palavrões e ataques com pedras e pequenos atos de vandalhismo. Parece absurdo falar disso.
O que vejo são crionças, mal-educadas e bagunceiras e aborrecentes espalhando o barulho e a criminalidade em nossa cidade.
Fico perplexo ao ver, quando se fala em crianças e adolescentes, QUE SÓ SE PREOCUPAM EM VIOLÊNCIA AO MENOR, CONSTRANGIMENTO E TRABALHO INFANTIL, sem se preocupar na RESPONSABILIDADE DOS PAIS COM OS DELITOS DE SEUS FILHOS ALTERANDO A ORDEM PÚBLICA.
Espero que os novos Conselheiros eleitos pensem em todos esses fatores para criar um Trabalho com mais Justiça e Força de Vontade.

segunda-feira, 18 de maio de 2009

A ilusão do mundo

(HORA, Flávio)

O mundo não me satisfaz
Ele é ilusório, vazio
E o homem, animal no cio,
Não sabe o que é ter paz.

Olho para a carne, de desejo
Morro, mas, sentindo falta.
Sei, a paixão é alta
Ela é tudo o que eu vejo!

O orgasmo que ao físico enaltece
Para mim não foi a solução
Pois, foi só a conclusão
Do ato de quem padece.

Quando olho para o mundo
Como se ele fosse a mulher
Que nos domina quando quer
Num cativeiro sexual e fecundo.

quinta-feira, 14 de maio de 2009

JHS Trabalhos Escolares





Com uma tradição em trabalhos escolares, Flávio agora conta com um espaço e equipamentos conectados à internet para pesquisas e consultas.
Os nossos trabalhos são
· DIGITAÇÃO E IMPRESSÃO;
· RESENHA;
· RESUMOS;
· POEMAS E REDAÇÕES;
· PARÓDIAS;
· DIGITALIZAÇÃO DE FOTOS (COM SCANNER);
· CONSULTAS AO SPC;
· ABERTURA DE CONTA CORRENTE/BANCO DO BRASIL
· CARTÃO OUROCARD;
· 2ª VIA DE CONTAS DE LUZ, ÁGUA E TELEFONE
· GRAVAÇÃO DE CD
· Aceitamos BANESE CARD.


Trabalhos Escolares
Os trabalhos escolares atendem ao perfil do cliente. Fazemos desde redações a resumos de livros, inclusive poemas e paródias, além de acrósticos.
São diversos recursos disponibilizados pela criatividade do operador e concretizado pelas ferramentas da informática.
A nossa principal preocupação é ser a solução para quem precisa ter acesso a serviços computadorizados como digitação, impressão preto e branco e colorida, digitalização, acesso à internet, serviços bancários, consultas de situação fiscal, CPF, SPC, Segunda via de contas. Você não precisa esperar chegar a segunda via da conta pelo correio, imprimimos na hora e o que você precisa é ir no banco para pagar.
O que o nosso serviço tem de novo e que irá atender suas necessidades?
1. Nossos trabalhos excedem o profissionalismo para entrar no campo artístico;
2. Abertura de contas correntes do Banco do Brasil, solicitação de cartões, empréstimos consignação;
3. Fornecemos a segunda via de suas contas a pagar;
4. Consultas na Receita Federal, regularização de CPF;
5. Aceitamos BANESE CARD.



ABERTURA DE CONTA CORRENTE

Desde Novembro de 2008 que Flávio Hora é Agente de Crédito da Multipag, correspondente bancário do Banco do Brasil, que presta serviços de Abertura de Conta Corrente, Emissão de Cartões de Crédito e Empréstimos Consignação.
Com o nosso agente autorizado você já recebe o número da conta e assina todos os contratos, tendo no máximo 10 dias para ir à agencia fazer a senha do seu cartão. É seguro e rápido, sem precisar você ir ao banco e enfrentar filas. Quando for fazer a sua senha um atendente esperando por você.
Abra sua conta com Flávio - AGENTE DE CRÉDITO DA MULTIPAG Contato: 79-32721656/99278239

sexta-feira, 13 de fevereiro de 2009

Flávio Hora



Poeta e escritor Originalista, Flávio Hora nasceu em Japaratuba (1985). Também Conhecido como F. J. Hora, escreve romances, poesias e crítica literária.
SONETO
Amor é a beleza em literatura
Que ainda que seja nítida ilusão
É a arte que existe tendo função
Prosa e verso faz parte da cultura
Mas, não só por isso essa formosura
Deixa de ser o mito da razão
Para ser da natureza a emoção
E sim um registro, bela escritura;
Pois, escrever é, sem dúvida, uma arte
E que seja assim como a de Camões
Para que a nossa pareça um encarte,
Porém que se faça valer ações
Existindo também por toda parte
A arte de Flávio pelas suas paixões.
(LOCATO, Sílvio)
Visite o blogger de Sílvio Locato: http://www.silviolocato.blogspot.com/

PARA O AMOR
F.J.Hora

Dos sonhos que a ti passei
Não foram todos esquecidos
E tudo que por eles entreguei,
Se minha alma do projeto interrompido,
Venho a que posso ou poderei
Se não for desagrado ao ouvido
Pois que seja somente para o amor
E não só sentir na pele o sabor.

E quanto mais eu falo de viver
Vem a idéia básica de pensar
Por isso o amor devo conceder
E sempre, sempre amar.
Se for a ti todo o meu prazer
Do gosto de um dia sonhar
Pois, eu preciso buscar essa felicidade
Que se esconde em ti, nessa simplicidade.

O quanto eu puder ser seu
Tenho que te ver não como amigo
Ou como íntimo este mundo meu
Já que ainda agora é de perigo,
Tendo em vista o que de mim procedeu,
E qual conseqüência disto comigo?
Diga a você que não sei,
Em amar mais do que pensei.

No entanto, eu que tenho coração
Sei que você também tem
E busque a marca em sua solidão,
Lembre de que só te fiz bem,
Procure-me não só por solução
Se não for o caso da vida ser um vaivém
Por isso digo que tem a hora
Não tenho alguém, pode ir embora

E se lembrar que o destino se cumpriu
De ter no caminho essa pessoa
Se bem que tudo que se ouviu
Não passa de não ser à-toa
E essa tua boca quando sorriu
Me transmitiu uma impressão boa.
Meu pensamento é de sonhar
Por isso ao amor tem de chegar

E que sonhe como eu sonhei,
Que sinta o que eu senti
Se o prazer foi do que gostei
Não estaria perto de ti
Já que te amar, amor, eu amei
E muito ainda vou ouvir
Sempre que em mim vier implacável
Este sonho que em você se torna amável.

Se eu não desacatar de sua permissão,
Não transgredirei se não for sua vontade.
Mas, que fique claro ou dito palavrão
De me lançar no teu corpo com dignidade
Se não for para mim essa sua emoção
Que lhe dará o prazer como bondade
Já que pensamos em muito conversar
Que tenha em diálogo, mesmo que comunicar

E somente por um instante não pude
Já que fui olhar para teu garbo juvenil
Sincera quando pedi “me ajude”
E mais que toda essa conversa hostil
E espero que para melhor mude
O quanto já és pura e não servil
Desta vida que para você, faz-se o que puder
E o homem não gira em torno da mulher.

Para que compreenda que amar
Não é simplesmente fabricar amor
Não é passar a noite a sonhar
E eu que digo até sobre o calor
Quando eu um dia pude amar
Se é por ser até agora um pensador
Até hoje que não conheci a ti
Ou quase nenhuma já me deram em si

E tu, se um dia, lá quando puder,
Não decidirei por sua pele,
Digo sem saber, penso que se quiser,
Que quando...o meu corpo no seu assele
Juntando-se como no estado em que estiver,
Como cola, que no teu...eu sele
Pois que viver até sentir amor
Não é impossível, sim fazer o que não pensou

Já que por um instante fui ao infinito
Pedindo isso e de extrema baixeza
Que você diga que é bonito
Para que eu possa ter certeza
E se tudo o que tenho lhe dito
Possa lhe servir de constrangimento e aspereza
Que perdoe se não for do seu agrado
Mas, que não se esqueça de que foi um resultado.

FALANDO DE AMOR

Eu sou um homem em minha simplicidade
Pelos meus valores de tudo que sou
E quanto mais vejo você com afabilidade
De poder me conquistar com seu ardor,
De um desejo que não sei qual a verdade,
A você venho aqui falar de amor
Nestas palavras expostas para a emoção
Que tocará o seu peito, o seu coração .

O seu jeito que me banha de vida,
Procuro ser para você mais gentil,
Permita-me chamá-la de querida
Não só pela beleza do seu corpo juvenil,
Pois de mulher íntima preferida
No teu seio vem a ser nota mil
E mais que quero que sejas tocável
Pelo meu amor sendo a ti amável.

Queria te dizer frases belas
Você que é tão minha em amizade
Mas, é dos meus sonhos uma das donzelas
Assim na garantia de sua sensibilidade
Pois, amar é ter idéias e lutar por elas,
É procurar atingir momentos de felicidade
Mesmo que você não tenha no sabor
O gosto de saber que sinto amor.

Quero sim te fazer refletir,
Pensar na vida por querer amar,
Lembre-se será para conseguir
Os seus desejos manifestar
De mim sempre irá ouvir
A vontade de querer te abraçar
Não procures que eu seja seu namorado
Mas, o seu herói, o seu amado.

Pois que somente aqui posso dizer
Que mesmo nunca te falando
Não pense que sou alguém sem prazer,
Mas, quando estou amando
Eu penso unicamente em te ver.
Fico na lembrança te buscando
Somente pelo que tenho respeito
De chamá-la assim de pouco defeito.

Tudo isso porque te ganhei
Nessa vida, como amiga,
De sensações que sempre sonhei
Para livrar-me da força inimiga
O quanto a você eu passei
Não querendo entrar com intriga,
Venho proclamar a virtude
Contando que muito você me ajude.

O amor que procuro atribuir
Para que se distribua no seu coração
E que quando distribuir
Se construa um desejo por solução
Para que você possa sentir
Do amor a fascinante sensação
De se sentir alguém privilegiada
Com um corpo de mulher amada.

Portanto quero que tenhas certeza
De que és intimamente amada
Por ter no seio tamanha beleza
E o que digo é coisa transportada
De um sonho de perder a tristeza
Pois, as idéias íntimas são atuadas
Se me deres a total confiança
De vê-la feliz como uma criança.

Quero ter você com um jeito de menina
Na inocência de ser aprendiz
Aprendendo o que a vida ensina
Deixando com que eu te faças feliz
Com o amor no teu corpo que fascina
Vivendo como se fosse imperatriz
Pois que de amor para tornar rainha
Essa beleza no corpo quando vinha.

Para me entregar a favor do amor
Não que fosse algo a mais de vez
Ainda não no leito conjugal com ardor
Já que a vida com sua placidez
Não é algo que seja do pudor
Mas, do pudor que venha a nudez.
Falo de amor porque estou contigo
E reflitas no corpo ai consigo.