sábado, 23 de setembro de 2017

DIFUSÃO CULTURAL: Artistas se reúnem para tratar de ações culturais

XIV Encontro de Artistas de JaparatubaFoto: Divulgação


XIV Encontro de Artistas de Japaratuba é uma reunião onde poetas e artistas discutem ações culturais.

Com a presença de Gibras (Gilberto dos Santos), Jota Erre (José Pereira Rodrigues) e F. J. Hora (Flávio Hora) a reunião teve início às 14 horas, sobre os seguintes assuntos:

  1. Ações Culturais: onde definiu-se os projetos de publicação de antologias e a confecção de um evento ou festival independente;
  2. Avaliação do Festival de Poesia editado em 2017 – Apesar de ser um evento de divulgação e expositor da poesia Japaratubense, para os poetas Gibras e  Jota Erre faltou a participação do Conselho Municipal de Políticas Culturais como colaborador da gestão pública, resultando na má edição e má informação sobre o evento. O regulamento (antes era edital) não contemplou conquistas anteriores;
  3. Sarau – Vem crescendo o desejo em se fazer um evento onde se apresentem a diversidade artística, principalmente a poesia;
  4. Bienal do Livro de Itabaiana 2017 – Lançamento de livros de escritores japaratubenses em um dos mais importantes eventos do setor literário em nosso estado.


Fonte: JHS Publicações

domingo, 30 de julho de 2017

AS MÚSICAS ATUAIS E AS MENSAGENS DISTORCIDAS.

musica

Ouvindo o reggae bem cantado pelo cantor Edson Gomes (Cachoeira, Bahia, 3 de julho de 1955), encontrei a música que traduz a realidade brasileira, e, ao mesmo tempo, chama a atenção para a juventude que está “perdida” e para o “amor que os cantores cantam” que é uma ilusão, ou seja, está destruindo a família, pois, o conceito está distorcido.

As músicas atuais pregam o amor como uma grande “sofrência”, termo que viralizou e se tornou a “filosofia” de um povo sem rumo, frutos do consumismo e da indústria cultural.


Segue abaixo uma das melhores músicas que refletem sobre essa realidade.

edson-gomes

TRAUMAS

Edson Gomes


O amor foi a pedra que faltou no alicerce da nação

Esse amor és a pedra que sobrou nessa nossa construção

E o amor que os cantores cantam

Não junta a família

Não soma,não junta a família uo uo uo


Filhos e filhas contraindo traumas

Sexo e drogas, fama e dinheiro

Assunto principal

Sexo e drogas, fama e dinheiro

Notícias do jornal


Juventude toda perdida

Uma juventude mal dirigida

E mesmo protegido pela polícia

Nós não estamos livres da violência

A juventude toda perdida

Uma juventude mal concebida


Mesmo protegidos pela polícia

Nós não estamos livres da violência

Que não soma, nem junta uma família

Não soma, não junta, a família


ANÁLISE DO TEXTO


“O amor foi a pedra que faltou no alicerce da nação”

O Amor – sentimento espiritual de quem ama, quer bem, suporta a felicidade do outro, é caridoso. A natureza intrínseca de Deus. Diferente da paixão, que é um sentiment carnal de desejo pelo outro.


“E o amor que os cantores cantam

Não junta a família”

O amor que os cantores cantam é atração física, paixão, excessos da carne, não traz bem estar, mas, leva aos vícios e pecados. Como diz a música, causa traumas. A “sofrencia” é um produto capitalista, para vender shows, bebidas e fortalecer o comércio de ilusões.


“Sexo e drogas, fama e dinheiro

Assunto principal

Sexo e drogas, fama e dinheiro

Notícias do jornal”

Apesar da repressão de outrora, esse assunto era tratado como tabu, mas, mesmo após a quebra de símbolos e dos “bons costumes”, esses assuntos foram enfaztizados de tal forma que o ser humano ficou dividido entre o amor e o ódio, radicalizando tudo, perdendo o equilíbrio em nome de uma igualdade desleal.


“Juventude toda perdida

Uma juventude mal dirigida”

Essa distorção de conceitos levou à desorientação dos jovens atuais, a seguirem o que os vendedores de ilusão querem que o aspirantes a adultos responsáveis consumam.


“Mesmo protegidos pela polícia

Nós não estamos livres da violência”

Como consequência de tudo isso, a violência é uma realidade. Os traumas sociais revelam jovens acomodados, que sofrem calado e fazem justiça com as próprias mãos, que não querem estudar, que são contra as roupas sociais, as músicas clássicas e a poesia lírica.

segunda-feira, 17 de julho de 2017

MASSILON SILVA: Do jornalismo à poesia - entrevista com um poeta e contador de histórias.

WhatsApp Image 2017-07-16 at 21.51.32Massilon Silva


Sergipe é um estado rico em cultura e poesia, e o nordeste é berço de grandes poetas populares. O chamado cordel é hoje uma das marcas da poesia sergipana e tem revelado grandes artistas como Massilon Silva, um alagoano que adotou Sergipe como morada a mais de 20 anos.


SONETO


Ao morrer que me deixem ser levado

Em pomposo cortejo, que evolui

Entre cânticos solenes entoados,

Qual soberano egípcio (que não fui).


Depositem meu corpo inanimado

Num sarcófago envolto em ouro e prata,

E por companheiros, bem ao lado,

O wisk e o cigarro de Sinatra.


Sob um manto de estrelas radiosas

E ao som de melodias eloquentes,

Habitarei entre jardins em Nínive


Adornado com pétalas de rosas

Embriagar-me-ei eternamente

De amor das mulheres que não tive.

                                                     

                                             Massilon Silva



SOBRE O AUTOR


Massilon Ferreira da Silva, natural de Pão de Açúcar, Alagoas, onde nasceu aos 06 de março de 1954.

Formado em Direito pela Faculdade de Direito de Maceió - FADIMA, estudou também Observação Meteorológica de Superfície - SUDENE/OMM, Curso Básico de Jornalismo - Sindicato dos Jornalistas Profissionais de Alagoas e Teologia (não concluído ) - Faculdade ALFA, Aracaju.

Atuou como corresponde do Jornal de Alagoas, Jornal de Hoje e Desafio, todos de Maceió/AL.

Participou das antologias Tempo Definido e outras , da Editora Scortecci, São Paulo e da coletânea Aperitivo Poético, Aracaju/SE.


Confira a entrevista:


1. Como descobriu a poesia em sua vida?

Massilon Silva: Ainda na escola, no antigo Ginásio. Eu tinha um bom professor de português, que fazia questão de mostrar poesia para os alunos. Ele tinha prazer em ensinar a gente contar sílabas poéticas. Fui gostando e caí na estrada.

2. Apesar do contato com a poesia, já chegou a escrever em prosa?

Massilon Silva: Sim. Uma rápida passagem pelo jornalismo me levou para esse lado. Tenho muita coisa pronta, aguardando publicação.

3. A crônica é um texto literário originário do jornais. Qual tipo textual você aproveitou do jornalismo?

Massilon Silva: Eu gosto de contar histórias (curtas, é claro) do cotidiano, em linguagem direta.

4. Você se identifica com algum estilo literário, ou tem alguma técnica para escrever? Qual sua fonte de inspiração?

Massilon Silva: A inspiração depende do momento.  A gente pode escrever sobre um tema atual, sobre situações pelas quais passamos ou presenciamos, ou simplesmente imaginar e passar para o papel, aí já descampando para a ficção propriamente dita.

5. Sobre a divulgação do seu trabalho, há alguma dificuldade para publicar seus textos?

Massilon Silva: A maior dificuldade encontrada é mesmo a financeira.

6. As redes sociais tem sido uma válvula de escape para a divulgação. Você acha seguro publicar na internet?

Massilon Silva: Eu sou meio avesso à internet. Gosto mesmo é do impresso; do cheirinho de livro novo.

7. Sobre a leitura em nosso estado. Há incentivo para a produção e publicação de livros?

Massilon Silva: Não transito por essa área. Conheço poucas pessoas envolvidas, portanto não tenho como opinar.

8. E sobre a produção poética no Brasil Contemporâneo. Há bons autores? Alguma revelação?

Massilon Silva: Não tenho lido.

9. Quais seus prêmios, publicações, projetos ou algo relevante na área literária?

Massilon Silva: O único concurso de que participei foi de um aqui em Aracaju, Acho que era Aperitivo Poético. Fui classificado. Publiquei poemas e contos em duas Antologias da Editora Scortecci e algumas poesias em jornais. Pouca coisa. Pretendo retomar este ano, se tudo der certo.

10. Como você avalia o futuro da literatura e da produção cultural no Brasil?

Massilon Silva: As perspectivas são animadoras. Pelo que sei tem muito mais gente lendo.

sexta-feira, 30 de junho de 2017

É PRECISO SABER AMAR!

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Ah, sentimento difícil de se definir. Não! Aprendemos que a inclinação entre dois seres é amor e por isso somos egoístas e nos equivocamos na hora de tomar decisões quando o assunto é relacionamento íntimo.
Quando se pergunta é namoro ou amizade, estamos nos referindo a dois tipos de relacionamento diferentes. O primeiro é experimental e efêmero, o segundo é amoroso e eterno.
A definição de amor é: a natureza intrínseca de Deus. Portanto, acabam-se os tipos de amor que estamos acostumados a ver. São apenas nuances de um relacionamento. O amor é um só!
O casamento é a união de amor e sexo, porque cria a família. Então, o adultério é a infidelidade conjugal, a quebra do compromisso, e não a manifestação de amor a outras pessoas.
Por isso, muitas pessoas acham difícil dizer eu te amo, ou se entregam sexualmente quando ouve a mesma frase.
A paixão é do corpo, portanto efêmera. Já o amor é espiritual e por isso, eterno!
Essa falta de discernimento sobre os sentimentos é que tem gerado essas confusões, os individualismos e os sentimentos de posse. O amor é a caridade, é a entrega incondicional.
E como Amar ao Próximo como a si mesmo, se o amor é a inclinação sexual entre homem e mulher? O sexo com amor é mais gostoso, mas, o verdadeiro amor abdica ao sexo, porém, o casamento une os dois!
Dizer que ama é lindo. E, então, o casal trocam declarações: só amo você! E muitos vezes, esse "amor" é apenas desejo de posse! Porque no fundo, o amor a uma só pessoa, é egoísmo!

Publicado em: @flaviojhora, em 30/06/2015

quinta-feira, 15 de junho de 2017

CIDADE PEQUENA E A ILUSÃO DE PRIVACIDADE

Invasão de Privacidade

A ILUSÃO DA PRIVACIDADE

A fuga das cidades pequenas para as grandes. A desvalorização dos frutos e artistas da terra vem de uma necessidade humana e ao mesmo tempo um defeito: a privacidade e a invasão dela.

A verdade é que não temos privacidade, as pessoas sabem quando você comprou uma roupa nova, se emagreceu, engordou, cortou o cabelo, está de sapato novo, ou até mesmo está for de moda. Pessoas que não conseguiram evoluir na produção de ideias e não conseguem intervir de forma inteligente no mundo e nas coisas, somente na base do poder outorgado, vivem de querer controlar e observar a vida dos outros.

Que diversão tem a não ser isso: prestar atenção ou incomodar a vida dos outros, seja com som alto, seja com comentários hipócritas e discriminatórios que nada tem a ver com o conceito de civilização moderna?

Falta amor às pessoas. E esse amor não é o que os cantores, nem a mídia disseminam. Porque a indústria de massa só quer vender o seu produto, em nome da facilidade. Por isso, a todo tempo temos nossas vidas, ações e atitudes expostas ao mundo e sempre somos pegos pela fraqueza, como peixe que morre pela boca.

Estamos nos escondendo atrás de um celular ou rede social na web, esquecendo que os mantenedores de sites e servidores estão montando o maior banco de dados sobre nós e nossas vidas. Do mesmo modo é quem está na janela, na porta ou na calçada, vendo a vida passar (a dos outros).

Em cidades grandes, vizinhos não se conhecem, nem nunca se viram, nem se importam se você está usando aquela roupa “demodê” ou inventou moda, fazendo ou usando um “look” novo. No mundo onde as pessoas pensam e tem vida própria, não tem tempo para saber quem botou chifre em quem, mas, em investimentos, produção científica e trabalho.

sexta-feira, 9 de junho de 2017

O DESPERTAR NA ROÇA: Público presente no XXI Festival de Poesia Falada “Poeta Garcia Rosa” vota em poema do Escritor Flávio Hora

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O Escritor Japaratubense foi premiado na modalidade Júri Popular: O DESPERTAR NA ROÇA, interpretado pelo jovem Davi dos Santos, neto de Zé de Jove.


O DESPERTAR NA ROÇA


Me acordo antes do sol nascer

E já começo a adentrar o que resta do mato

Em busca de lenha

Pra mode fazer o café

Cedo também levanta a muié

Que comigo se empenha


Já ao sol nascer tá tudo pronto

Pra ir pra roça, começar a lida

Essa é pra nós a melhor vida

Do que ser cativo da cidade

Que em nome da mudernidade

Vive escravo por migalhas de guarida.


Num agravo nenhum dos senhores

Que se dizem civilizado

É que por meu pai fui educado

A viver do meu suor

Se vocês acha que tem coisa melhor

Como correr atrás do trio

Enquanto a gente planta mio

E com as mulheres dançam um forró.


Num é forró de bater lata

É do fole e da zabumba esquenta muié

Daquele de arrastar os pés

E a poeira levantar

Eu prefiro é me agarrar

Com uma nega, e dar no couro

Do que me embriagar e sair no soco

De manhã ver as santinhas do pau oco

E os cabras morrendo de ressaca.


Nós come o que planta

E colhe o que Deus nos oferece

Se na cidade o povo padece

De fome, vaidade e ostentação

Pegue a inchada, a foice e o facão

E vá cultivar a terra, plantar semente

E assim, saber que a nossa gente

Num é formada, mas, tem tradição!


Autor: Flávio Hora (F. J. Hora)


Davi SantosDavi Santos, intérprete.


O evento aconteceu na noite de 08 de Junho de 2017. Teve a participação de poetas de Japaratuba, Capela, Estância, Socorro, Aracaju, e São Cristóvão. Dos 15 selecionados não compareceram 2 poetas, totalizando 13 concorrentes para a noite.

Flávio_Festival de PoesiasJuscelino Pinheiro de Brito e o ganhador na modalidade Júri Popular.

2017: JAPARATUBENSE VENCE O FESTIVAL DE POESIA FALADA DE JAPARATUBA

WhatsApp Image 2017-06-09 at 01.22.30Poetas durante o sorteio da ordem de apresentação


O evento aconteceu na noite de 08 de Junho de 2017. Teve a participação de poetas de Japaratuba, Capela, Estância, Socorro, Aracaju, e São Cristóvão. Dos 15 selecionados não compareceram 2 poetas, totalizando 13 concorrentes para a noite.


WhatsApp Image 2017-06-08 at 21.53.35Jurados do evento

Foram jurados: Pedro da Cultura, Luciano Mendonça, Juscelino Pinheiro de Brito, Éricles da Silva Santos (homenageado), Jozailto Lima e Thiagony Hellen.


Resultado:

1º Lugar (Melhor Apresentação): SUPERAÇÃO: O MAIOR ESPETÁCULO DA VIDA (Sonys Alberto) – Japaratuba

2º Lugar: Poema de Amores e Flores (José Edson) – Estância

3º Lugar: Vênus (João Batista) – Japaratuba

Melhor Texto: Poema de Amores e Flores (José Edson) – Estância

Melhor intérprete: Sonys Alberto (SUPERAÇÃO: O MAIOR ESPETÁCULO DA VIDA) – Japaratuba

Júri Popular: O DESPERTAR NA ROÇA (Flávio Hora) – Japaratuba


Sonys_Festival de _Poesia 2017